Laudo da PF revela ferimentos de Bolsonaro após queda na prisão: corte na bochecha e novo machucado no pé
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O laudo oficial da Polícia Federal (PF) sobre a queda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cela da Superintendência em Brasília trouxe novos detalhes nesta terça-feira (6), confirmando um corte na região da bochecha e um ferimento adicional no hálux esquerdo. O relatório, enviado ao ministro Alexandre de Moraes (STF), descreve lesões superficiais com sangramento, mas sem comprometimento neurológico grave, levando o magistrado a rejeitar pedido de remoção imediata para hospital. Bolsonaro estava consciente e orientado, com pupilas reativas, motricidade preservada e estabilidade hemodinâmica, embora tenha apresentado leve desequilíbrio ao ficar em pé.
A queda aconteceu na madrugada de 6 de janeiro, quando Bolsonaro caiu da cama, resultando em traumatismo craniano leve inicialmente reportado e agora complementado pelo corte na região malar direita da face. Moraes, que havia solicitado o documento para avaliar urgência médica, reiterou que não há necessidade de hospitalização externa, determinando que a defesa especifique exames a serem feitos dentro do sistema penitenciário. A PF recomendou apenas observação clínica, alinhando-se à avaliação inicial de ferimentos leves sem risco iminente.
O episódio ocorre enquanto Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por suposta liderança em tentativa de golpe pós-eleições de 2022, com histórico de pedidos humanitários negados pelo STF, como prisão domiciliar para cirurgias anteriores. A defesa protocolou informações adicionais conforme orientação judicial, mas o custodiado permanece na superintendência sem liberação hospitalar externa. O laudo reforça o controle rigoroso da PF sobre a saúde do ex-presidente, alimentando debates sobre condições carcerárias e imparcialidade nas decisões judiciais.
O caso ganhou tração nas redes, com aliados questionando a negativa de Moraes apesar dos ferimentos descritos e críticos vendo exagero na narrativa de gravidade. A juntada formal do relatório aos autos abre caminho para eventuais perícias internas, mas sem previsão de mudança no regime prisional. Especialistas em direito penal apontam que decisões como essa priorizam avaliações técnicas da PF sobre laudos particulares, evitando manipulações em contextos politizados.
Fontes:
Reportagem do Jornal da Cidade Online, 06/01/2026 às 19:30
Contexto de laudos médicos e decisões judiciais sobre Bolsonaro (cobertura anterior de 05-07/01/2026)