Motivo para prisão de Filipe Martins é inacreditável
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Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência no governo Bolsonaro, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (2/01/2026) em Ponta Grossa (PR), após descumprir medida cautelar imposta pelo STF. Ele estava em prisão domiciliar desde 26/12/2025, com proibição explícita de uso de redes sociais, e agora foi transferido para um presídio local. A decisão do ministro Alexandre de Moraes destaca o acesso à plataforma LinkedIn como violação direta, apesar de argumentos da defesa.
Contexto da Prisão
O episódio começou com uma denúncia em 29/12/2025, indicando que Martins usou o LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que levou a uma intimação da defesa em 30/12 para esclarecimentos em 24 horas. Moraes advertiu que a falta de justificativa poderia resultar em prisão preventiva, e após análise, concluiu pelo descumprimento, afirmando: “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”. A defesa alegou que o acesso foi feito por advogados para preservar informações à ampla defesa, sem postagens ou interações, mas o relator rejeitou a argumentação, citando desrespeito às normas judiciais.
Antecedentes de Filipe Martins
Martins foi condenado pela 1ª Turma do STF a 21 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa e outros, no âmbito da ação penal sobre os atos golpistas. A pena inclui R$ 30 milhões em danos morais coletivos e inelegibilidade . A prisão domiciliar recente incluía tornozeleira eletrônica, entrega de passaporte e proibição de contato com investigados.
Reação e Implicações
A medida reflete maior rigor do STF em casos de supostas violações, especialmente após tentativas de fuga recentes em investigações semelhantes. A defesa ainda recorre da condenação original, e o caso segue no processo AP 2.693.