URGENTE: Moraes anula sindicância do CFM sobre Bolsonaro e manda PF interrogar presidente do Conselho

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta quarta-feira (7) que a Polícia Federal colha depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, em até 10 dias, após nota da entidade questionar a assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. Moraes declarou nula a ordem do CFM para o Conselho Regional de Medicina do DF instaurar sindicância imediata sobre o atendimento pós-queda, classificando a iniciativa como "flagrantemente ilegal", com "desvio de finalidade" e "total ignorância dos fatos". A decisão veio horas após autorizar exames de Bolsonaro no Hospital DF Star, cujos laudos não apontaram sequelas do traumatismo craniano leve sofrido na madrugada de terça (6).

Moraes argumentou que o CFM carece de competência para fiscalizar a PF ou instaurar correições sobre equipe médica federal, destacando atendimento contínuo garantido desde novembro de 2025 e atuação "correta e competente" dos agentes, corroborada por exames recentes sem omissões. O ministro proibiu qualquer procedimento do conselho sobre o tema e ordenou ao hospital envio de laudos em 24 horas, reforçando controle judicial sobre narrativas de maus-tratos ao ex-presidente, que cumpre 27 anos de pena por tentativa de golpe. A medida neutraliza pressão do CFM, que exigia protocolo de monitoramento com múltiplas especialidades para urgências.

O episódio intensifica críticas de aliados de Bolsonaro à interferência de Moraes, visto como ditador de regras além do STF, enquanto o CFM ainda não se manifestou publicamente. Conservadores celebram a anulação como defesa da legalidade contra ativismo médico, mas questionam o prazo de 10 dias para o depoimento como intimidação institucional.

Fontes:

Decisão de Alexandre de Moraes (STF), reportada por CNN Brasil, G1 e Gazeta do Povo, 07/01/2026

Nota do CFM e contexto da queda de Bolsonaro, Jornal da Cidade Online, 07/01/2026