Vaza reação no Planalto com a quebra de sigilo de Lulinha determinado por Mendonça

Foto: Imagem em destaque

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), surpreendendo o Palácio do Planalto e aliados do presidente Lula. A decisão, proferida em janeiro no inquérito sigiloso da "Farra do INSS", veio à tona horas após a CPMI aprovar medida similar, expondo investigações da PF sobre o filho do presidente.

Reação nos bastidores

Ministros e assessores presidenciais admitiram desconhecer o despacho de Mendonça até a imprensa noticiar. Auxiliares correram à PF e ao STF para confirmar, inicialmente recebendo negativas – até a validação oficial. Advogados de Lula foram pegos de surpresa, forçando revisão urgente de defesas jurídicas e políticas.

Contexto da investigação

Relator da "Farra do INSS", Mendonça atendeu pedido da PF por indícios de irregularidades em desvios bilionários de benefícios previdenciários. A medida judicial, mais discreta que a CPMI, pressupõe apuração formal contra Lulinha, ligado por delações a "mesadas" via operadores como o "Careca do INSS".

Impacto político

Planalto avalia desgaste menor que o da CPMI – com sua confusão e agressões –, mas preocupa-se com ramificações institucionais. Governistas ajustam rota para conter repercussão pública, enquanto oposição comemora "fim da impunidade familiar". Timing agrava tensões pós-quebra na comissão e pedido de prisão de Sanderson.