The Economist cita Moraes e Toffoli em reportagem sobre suposto escândalo envolvendo STF e Banco Master
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A revista britânica The Economist publicou reportagem afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria envolvido em um “enorme escândalo”, em meio a questionamentos sobre a relação entre ministros da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo o texto, alguns dos juízes “mais poderosos do mundo” manteriam relação considerada excessivamente próxima com a elite empresarial e política. A publicação menciona nominalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
No caso de Moraes, a revista cita questionamentos surgidos após a divulgação de que sua esposa, advogada, teria firmado contrato descrito como “incomumente vago e lucrativo” para representar o Banco Master. Conforme relatado, após o surgimento de indícios de vazamento de informações fiscais, Moraes determinou a abertura de investigação contra servidores da Receita Federal por suposto acesso e divulgação indevida de dados confidenciais.
Em 17 de fevereiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca contra suspeitos de participação no vazamento. Por decisão do ministro, foram impostas medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, suspensão de passaportes e proibição de acesso a dependências da Receita Federal.
A reportagem também reproduz críticas de setores políticos. O senador Alessandro Vieira afirmou que combater vazamentos e a comercialização de dados confidenciais é fundamental, mas ponderou que investigações não devem servir para encobrir eventuais irregularidades cometidas por autoridades.
Até o momento, não há decisão judicial que reconheça irregularidade por parte dos ministros citados. As investigações mencionadas seguem sob sigilo, e os envolvidos não foram condenados. O STF não informou detalhes adicionais sobre os procedimentos em andamento.
O caso amplia o debate sobre transparência institucional, conflitos de interesse e os limites entre atuação jurisdicional e questões administrativas envolvendo membros da Corte.
Fontes:
The Economist
Supremo Tribunal Federal (STF)
Polícia Federal (PF)