Em surto na prisão, Maduro grita que ainda é presidente e denuncia “sequestro” dos EUA

Foto: AFP

O ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, detido nos Estados Unidos após sua captura no início de 2026, enfrenta uma nova realidade bem distante do poder que exerceu por mais de uma década na Venezuela. Atualmente ele está preso no Metropolitan Detention Center, no bairro do Brooklyn, em Nova York, uma penitenciária federal conhecida por suas condições precárias e por abrigar detentos de alto perfil.

Segundo relatos divulgados por veículos internacionais e repercutidos na imprensa, Maduro tem apresentado episódios de forte instabilidade emocional dentro da prisão. Durante algumas noites, ele teria gritado frases desconexas dentro da cela, como “Eu sou o presidente”, “Isto é um sequestro do império” e “Quero falar com o secretário da ONU”, até perceber que continua sob custódia das autoridades americanas.

Prisão de segurança máxima e condições duras

O MDC Brooklyn é a única prisão federal em funcionamento em Nova York e abriga mais de mil detentos. O local já foi alvo de diversas denúncias por problemas estruturais e operacionais, como superlotação, falta de funcionários, episódios de violência entre presos e falhas de infraestrutura, incluindo apagões que deixaram detentos sem aquecimento durante o inverno.

A unidade também ficou conhecida por receber presos famosos ao longo dos anos, incluindo figuras de grande repercussão internacional. Entre os nomes que já passaram pelo presídio estão Sean 'Diddy' Combs e Ghislaine Maxwell, além de empresários e políticos investigados ou condenados pela Justiça dos Estados Unidos.

Projetado originalmente para cerca de mil detentos, o centro chegou a operar com aproximadamente 1.600 presos em determinados períodos, o que agravou problemas de segurança e infraestrutura.

Acusações graves nos Estados Unidos

Maduro foi capturado em uma operação conduzida por autoridades americanas e levado para Nova York, onde responde a acusações federais graves. Entre elas estão conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado em atividades ligadas ao crime organizado.

Após chegar aos Estados Unidos, ele foi apresentado à Justiça federal e declarou-se inocente das acusações. Ainda assim, poderá enfrentar penas que vão de décadas de prisão até prisão perpétua caso seja condenado.

Queda brusca do poder à prisão

Durante anos, Maduro governou a Venezuela após assumir o poder em 2013, depois da morte de Hugo Chávez. Seu governo foi marcado por forte polarização política, denúncias de violações de direitos humanos, repressão a opositores e uma profunda crise econômica que levou milhões de venezuelanos a deixar o país.

Agora, longe do Palácio de Miraflores e isolado em uma cela de segurança máxima em Nova York, o ex-mandatário enfrenta um processo judicial que pode definir o resto de sua vida.


Fontes:
Band News, O Povo, Estado de Minas, Correio Braziliense, Associated Press (via reportagens sobre o MDC Brooklyn), People Magazine, Metrópoles / agências internacionais.