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STF avalia ampliar segurança do ministro André Mendonça

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A segurança do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça passou a ser tema de preocupação dentro da Corte. A Supremo Tribunal Federal (STF) estuda ampliar o esquema de proteção ao magistrado, incluindo também sua esposa e filhos.

Atualmente, a escolta oferecida aos ministros do STF acompanha apenas os deslocamentos oficiais e compromissos públicos. A proposta em análise pela Polícia Judicial da Corte prevê ir além desse modelo e permitir que a proteção também cubra as movimentações dos familiares do ministro.

Segundo informações de bastidores, integrantes da Polícia Judicial consultaram o gabinete de Mendonça para avaliar a necessidade e a viabilidade da medida. A tendência, de acordo com assessores, é que o ministro concorde com a ampliação da segurança caso a estrutura operacional permita a implementação.

Cuidados extras em aparições públicas

Nos últimos meses, Mendonça passou a adotar medidas adicionais de segurança em determinadas ocasiões. Durante algumas aparições públicas, inclusive em pregações na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, o ministro chegou a utilizar colete à prova de balas como forma preventiva.

A preocupação está relacionada principalmente ao perfil de algumas investigações conduzidas sob sua relatoria no STF, consideradas sensíveis pelas autoridades.

Investigações delicadas aumentam tensão

Entre os casos acompanhados por Mendonça estão investigações ligadas ao Banco Master e também apurações envolvendo fraudes com descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em um dos inquéritos conduzidos no Supremo, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro descreveu a atuação de uma suposta organização criminosa que funcionaria como uma espécie de milícia privada.

De acordo com as investigações, o grupo — conhecido como “A Turma” — teria realizado monitoramento ilegal de pessoas e promovido ameaças contra autoridades, jornalistas e adversários.

Relatórios da Polícia Federal também apontam que haveria ordens para intimidar críticos e até promover agressões físicas. Diante desse cenário, a Polícia Judicial passou a considerar prioritário reforçar a proteção não apenas do ministro responsável pelo caso, mas também de seus familiares.

Avaliação segue em andamento

A decisão final sobre o reforço no esquema de segurança ainda está em análise dentro do STF. A ampliação dependerá da disponibilidade de equipes e da avaliação de risco feita pelos órgãos responsáveis pela proteção institucional da Corte.

Fontes: Jornal da Cidade Online; Supremo Tribunal Federal; Polícia Federal.